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Eles partiram aos milhares, desde o seculo XV para as descobertas,
até aos tempos de hoje,
para os mais diversos lugares, nos cinco continentes do mundo.
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Partiram em especial, das terras do interior, mas tambem do litoral
em busca de novos destinos,
para engrandecer Portugal
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Agora que estão a chegar,
à cúpula da sua vida
recordam com saudade,
a sua patria querida
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~~~ Introdução ~~~
Sou Belarmino D. Batista, natural do Peso Covilha, uma aldeia situada na margem direita
do Rio Zezere entre as Serras da Gardunha e Estrela, area a que nos Beiroes chamamos
"Cova da Beira". Foi aí que eu passei a minha joventude ( com esporádica residência em Lisboa )
e onde depois dos meus 20 anos, passei mais uma duzia deles a caminho da
Europa no transporte de emigrantes de toda a Cova da Beira, como motorista de praça (táxi).
Participei assim desta maneira no grande exôdo migratório das décadas de 1960/70,
até que chegou a minha vês de emigrar tambem, o que fiz em fins de 1973 para Vancouver-Canada.
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Queria dedicar esta pagina na web, a todos os Lusos descendentes na diáspora
e em particular a todos os Beirões espalhados pelo mundo.
Quero partilhar convosco a minha experiência de 12 anos de vivência,
nomeadamente com os emigrantes de França, mas tambem de outros países,
como Alemanha, Suíça e Luxemburgo.
Poderão vêr nos meus textos < O SALTO > viagens a França, o que era a realidade
da vida emigrante dessa época . Nestes apontamentos, encontrará certamente
alguma coisa relacionado com a sua vida, ou dos seus progenitores, (páis ou avós)
se estes foram emigrantes.
Os seus comentarios e sugestões serão bem-vindos : < livro visitas/guestbook >
Bem Haja (forma Beirã de agradecer) ao ilustre poeta e amigo Euclides Cavaco,
expoente máximo da poesia na Diáspora Lusa, pela amabilidade que teve em declamar, à sua maneira,
este meu poêma para <Lusos na Diáspora>. O meu obrigado. (B.B.) www.ecosdapoesia.com
~~~ Poêma ao Emigrante ~~~
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I Ó emigrante, emigrante Mas que palavra tão triste Começas-te a tua dôr No dia em que partiste II Vais a procurar lá longe O que aqui não podes ter Vais tentar a tua sorte Vais ter muito que sofrer III Mas levas contigo a esperança De um dia poderes voltar A ver a terra onde nasceste Que és forçado a abandonar IV E quando voltas outra vêz Para a tua terra visitar Vêz tua mulher e teus filhos E começas a chorar V Vêz a terra e os amigos E os que te deram o sêr Esses que não esqueces E lembras até morrer VI E ao partires novamente Revives a tua dôr Quem sabe se não vêz mais Esses a quem tens amor
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VII O teu pai e a tua mãe Já tão velhinhos que estão Mas levas-os atravessados Dentro do teu coração VIII E já um dia velhinho E cançado de sofrer Voltas para a tua terra Que não és capaz de esquecer IX Venhas como vieres Rico; ou com pobreza Voltas para a tua terra Porque ela é portuguesa X E aqueles que não podem À sua terra voltar ? “Esses… já velhinhos” Morrem mais tristes ainda Cá longe … no seu penar XI Esta é a história da vida Da vida dum emigrante Que deixou a sua terra E a Pátria … lá bem distante … lá bem … distante … Belarmino Duarte Batista Set.1975 / Vancouver-Canadá |